mar 30, 2015 - CONTOS, Sem Categoria    Sem Comentários

PEQUENO E TIRA-GOSTO

PEQUENO E TIRA-GOSTO terceira-guerra-mundial

 

Rá-tá-tá-tá. Era o canto do fuzil M16 na direção dos amigos Pequeno e Tira-Gosto. Foram pegos de surpresa, pelo flanco esquerdo onde deveria haver um pelotão de apoio. Chamavam Pequeno assim pois tinha quase 2 metros de altura e Tira-Gosto, bom, tinha mais ou menos a metade do tamanho de Pequeno. Eram amigos inseparáveis. Amigos de infância desde a sétima série do colégio, não se desgrudavam, nem na hora do alistamento militar. Entraram para o exército com o intuito de lutar por seu país, juntos, mas nunca imaginaram que isso poderia mudar suas vidas para sempre.

O treinamento árduo no exército só os uniu ainda mais, pois um apoiava o outro para nunca desistirem. Quando um caía, o outro ajudava a levantar. Como tinham portes físicos bastante diferentes, cada um tinha uma especialidade. Pequeno gostava muito da parte física, era avantajado não apenas na altura, mas também na musculatura. Já Tira-Gosto gostava da parte técnica, características sobre as armas e táticas de guerra. Uma dupla perfeita.

No ano seguinte, já como cabos, surgiu a oportunidade de entrar em ação. Destino: SEGREDO DE ESTADO. Seria uma ação tática para derrubar o líder inimigo. De acordo com os planos, seria uma missão de poucos tiros, nenhuma baixa aliada e o fim da guerra.

Um pelotão de ataque formado por apenas 4 dos melhores membros do 62º Batalhão de Infantaria entraria pelo flanco direito para o ataque principal – Pequeno e Tira-Gosto, é claro, estariam entre eles. Teriam o apoio de apenas um pelotão de apoio pelo flanco esquerdo. O risco era considerado baixo pelo nível de detalhamento e informações que obtiveram através de espiões. Todos estavam confiantes, nada sairia errado.

Pularam do helicóptero de transporte a 15 quilômetros do objetivo, na calada da noite. Percorreram o espaço em pouco tempo e se posicionaram. Na hora marcada estavam os dois pelotões posicionados. Na noite seguinte começou a ação. Abateram 2 sentinelas com tiros à distância, pelotão principal correu pelo flanco direito abrindo ao máximo o ângulo. Pelotão de apoio avançou direto na direção do objetivo para distrair o inimigo. Muitos tirou foram disparados nos 2 minutos seguintes. De repente uma grande explosão. Pequeno e Tira-Gosto se olharam com cara de espanto, mas seguiram em frente. Tudo estava muito quieto. Avançaram até a posição 2 para o ataque final. Sentindo que algo estava fora do combinado, avançaram com cautela. Encontraram o alvo, os dois se levantaram ao mesmo tempo e antes de darem o primeiro tiro, ouviram o som do pesadelo: Rá-tá-tá-tá. Era o fim. O treinamento havia acabado.

 

out 21, 2014 - CRÔNICAS    Sem Comentários

CULTURA BURRA

CULTURA BURRA

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Cultura é útil? Muitos dizem que sim, e poucos dizem que não. Apesar de que há uma grande diferença entre cultura e cultura “burra”. Muito do que vejo por aí é cultura burra confundida com cultura. Coisas que as pessoas tomam como algo importante simplesmente porque os ancestrais faziam, e acham que eles deveriam repetir em memória deles, não pode ser algo inteligente. Será que as pessoas nunca param para pensar o motivo de estar fazendo algo? Infelizmente a resposta para a minha pergunta é: não.

Pare para pensar sobre o que você faz todos os dias, o que você pensa, o que faz nos finais de semana, a maneira como você negocia, como você lida com sua família, com animais, alimentação, enfim, tudo. Provavelmente nada do que você faz é do “seu” jeito, quase tudo vem de costumes passados. Copiamos inconscientemente e no fim chamamos tudo de cultura, inclusive as coisas “burras”, coisas que não nos trazem nenhum bônus e ainda trazem muitos ônus.

Um ótimo exemplo disso são aquelas mulheres da Tailândia com pescoço gigante por terem várias argolas o esticando desde crianças. Para começar, ninguém sabe ao certo o motivo de fazerem aquilo, há várias teorias, mas nada confirmado. As teorias não possuem conexões entre si, o que torna tudo ainda mais sem sentido. Algumas crianças de hoje estão se recusando a colocar essas argolas no pescoço pois não sabem o porquê de usá-las. Pois muito bem! Elas acabaram de descobrir que este costume milenar é uma cultura burra por não trazer bônus algum e ainda complicar a vida delas, pois elas precisam higienizar essas argolas, não podem mais viver sem elas, fora o fato de não ser nada confortável.

Há um experimento muito conhecido que mostra como esta cultura burra é construída. Cientistas colocaram um grupo de macacos em uma jaula com uma escada ao centro e um cacho de bananas no alto da escada. Toda vez que um macaco subia a escada para pegar as bananas todos na jaula levavam um choque. Chegou um tempo em que nenhum macaco mais tentava, por motivos óbvios. Então trocaram apenas um macaco. A primeira coisa que o macaco tentou fazer foi subir pra pegar as bananas. O grupo o impediu de tentar, pois todos sabiam que levariam choque, menos o macaco novo que não entendeu o porquê de não poder subir. Foram trocando cada macaco e a história se repetia, até o ponto de todos serem macacos “novos”. O choque havia sido desligado, mas nunca mais nenhum macaco tentou subir, mesmo sem saberem o motivo e nunca terem levado um choque sequer.

A escolha é simples: você quer ser uma das meninas que está acabando com a tradição milenar pelo bem delas e das próximas gerações, ou quer ser um dos macacos que ficarão sonhando com as bananas eternamente sem nem ao menos tentar pegá-las?

O MISTÉRIO DE JACÓ

Jacó sumiu. Era uma criança alegre, sempre de bem com a vida que adorava brincar na rua com seus amigos. Corria para todo canto, sempre distribuindo sorrisos a quem quer que passasse.images

 

Jacó e seus amigos foram vistos pela última vez brincando na praça central da cidadezinha de interior em que viviam. Em um momento estavam todos reunidos decidindo qual seria a próxima brincadeira, e instantes depois todos sumiram. Sobrou apenas um deles, Joaquim, mas quando perguntavam a ele onde estava Jacó e os outros, ele não respondia. Estava aparentemente desesperado por não encontrar os amigos. Joaquim corria de um lado para o outro, olhava por tudo, embaixo dos bancos, atrás dos muros, chegou a procurar inclusive dentro de uma viatura policial estacionada por ali.

 

Cada vez mais pessoas se reuniam em volta de Joaquim, que não perdia as esperanças de encontrar os amigos. As pessoas chamavam por Jacó e seus amigos, mas nada de aparecerem.

 

A viatura ali estacionada estava aparentemente abandonada, pois não se via policial algum pelas redondezas.

 

A tensão aumentava a cada segundo. Algumas pessoas estavam ficando desesperadas, outras já estavam sem ar. Como poderia tantas crianças sumirem ao mesmo tempo? Quem teria feito esta maldade sem tamanho? Já estavam comentando sobre um grupo de sequestradores, ou quem sabe um grupo terrorista querendo chamar a atenção da mídia.

 

Pensar em alienígenas seria um exagero, mas à essa altura do “campeonato” tudo seria possível.

 

De repente, ouve-se um grito vindo de muito longe. Difícil identificar a voz, mas todos pensaram ser a voz de Jacó. O primeiro a correr para lá foi Joaquim. Corria à toda velocidade na direção do grito, chegando lá, ouviu apenas passos apressados em outra direção, correu na direção dos passos e, de novo, nada…

 

A situação estava ficando complicada e muito, muito tensa. Há apenas alguns minutos tudo estava diferente, com barulho, crianças brincando, sons de uma praça viva, alegre. Agora tudo estava escuro, nada se via a mais de 10 metros. A praça estava com um clima fúnebre, escura, com uma leve névoa pairando sobre a estátua central do fundador da cidade sobre um cavalo.

 

Joaquim corre de volta para a praça, olha em volta e, como um leopardo quando avista a presa, se encolhe, fica na espreita e então começa a correr. Ninguém entendeu nada, mas Joaquim sabia o que estava fazendo. Quando menos esperava, percebeu que havia caído em uma armadilha. Voltou correndo para a praça desesperadamente, mas era tarde. Segundos depois ouviu um grito e seu mundo desabou:

 

“1, 2, 3 Jacó! Há! Venci!”

 

jun 18, 2014 - POESIAS    Sem Comentários

AMANHECER

AMANHECER

 

Nem a chuvafoto-3

Nem a escuridão

Um dia me atormentarão

Pois o amanhecer…

Ah! O amanhecer…

Ele há de me aquecer

 

A cada dia

Uma promessa

De que a vida

Não tem pressa

 

A cada noite

A escuridão

E as esperanças

Não são em vão

 

Dias longos

Noites curtas

É assim que deve ser

No fim do dia a escuridão

E no fim da noite o amanhecer

 

 

Daniel Ricardo Behnke.

 

jun 6, 2014 - POESIAS    Sem Comentários

SIMPLES QUESTÃO

SIMPLES QUESTÃO  caminho

 

Às vezes é simples

Às vezes não

Tudo varia

Quase sempre em vão

 

Vai pra lá

Vai pra cá

E quando vê

Voilá!

 

É a energia do cosmo

Dando rumo à vida

E dia após dia

Se torna mais destemida

 

Com o tempo a evolução

Com a preguiça a regressão

Por mais que não queiramos

Vivemos sós em uma vida veloz

E para onde vamos?

Eis a questão.

 

 

Daniel Behnke.

 

fev 15, 2014 - CRÔNICAS    Sem Comentários

FREQUÊNCIAS

FREQUÊNCIAS fim do mundo imagem

O Universo nasceu há bilhões de anos atrás – independente de quando e como – e desde então tudo vibra. Tudo no universo tem uma frequência.

O ser humano, apesar de ter uma capacidade de captação de sons infinitamente menor que muitos animais, consegue interpretar, modificar, analisar, estudar, utilizar e reproduzir essas vibrações. Legal, mas e daí?

E daí, que transformamos as vibrações do universo em música. A música nada mais é que um conjunto de vibrações oriundas de diferentes fontes como cordas vocais, cordas de nilon, cordas de metal, tubos, tambores, caixas, panelas, madeira, e infinitas outras maneiras de se fazer sons, sejam elas artificiais ou naturais como o vento, o bater de asas de um inseto, o rugido de um leão, canto de uma cigarra, etc., tudo é vibração, tudo é música.

Nosso corpo é pura vibração, pura frequência, pura música! Basta ouvirmos nosso coração! Ele bate em um ritmo, em uma frequência. Se a frequência muda, significa que algo mudou e cada frequência quer dizer algo diferente.

Tudo em nossa vida é frequência, começando pela frequência de contrações para anunciar o parto, depois a respiração, o coração. . . . Logo após isso tudo, vem a frequência com que os pais beijam seu filho, embalam para dormir e centenas de outras coisas.

Tudo é frequência, tudo é vibração, tudo é música.

Por mais que alguém não goste de instrumentos musicais, ou que não saiba tocar ou que não se interesse por isso, gosta de algum tipo de música. Todos, sem exceção. É o universo se revelando na natureza humana.

O Universo é música e música é vida.

Daniel Ricardo Behnke.

jan 22, 2014 - CRÔNICAS    Sem Comentários

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

images (8)Todos os dias olhamos ao nosso redor mas dificilmente olhamos para dentro. Ainda assim, há milhares de ângulos que podem ser utilizados para pensar sobre a vida.

Se pegarmos uma “câmera” e começarmos a afastar a imagem de nós mesmos, começam a aparecer muitas coisas ao nosso redor, muitas construções, muitas pessoas, animais, empresas, ruas, quadras inteiras, rios, florestas, cidades, países, continentes, oceano, nuvens, nosso planeta por inteiro e então o universo em sua infinitude.

Também podemos pegar essa “câmera”, mas em vez de afastar a imagem, podemos afastar o tempo. Perceberemos o passado aparecendo, os últimos dias, últimos meses, as últimas conquistas, os últimos grandes acontecimentos, a adolescência, a infância e o nascimento. Mas porque não vemos o futuro? E como podemos ver o passado do futuro? Como podemos ver todo o acontecimento passado de toda nossa vida? Não podemos. . . .

O que nos resta é construir o futuro, que dará vida ao passado. Esse passado ficará gravado para sempre na história do mundo. Então voltamos sempre à pergunta que mais nos move: qual o legado que quero deixar?

Essa pergunta é muito simples, mas a resposta é complexa. Há tantos pontos de vista, que fico louco só de pensar. Legado em quê âmbito? Empresarial? Familiar? Financeiro? No campo da ciência, social, humanidade, medicina, contabilidade. . . .? Ou quero apenas ser lembrado pelos amigos por ter sido educado, alegre e ter dado boas risadas juntos? Isso basta?

Perguntas, perguntas, perguntas. Fiz tantas, mas nem ao menos sei se são as perguntas corretas para encontrar a resposta que almejo. E que resposta seria essa?

De uma coisa eu sei; quero chegar na velhice, olhar para trás e lembrar de tudo o que fiz, e não do que eu poderia ter feito e não fiz.

dez 29, 2012 - CRÔNICAS    2 Comentários

FIM DO MUNDO

FIM DO MUNDO

 

Então passou o que diziam ser o  Fim do Mundo e o mundo não acabou.

 

A ideia nunca foi o fim do Planeta Terra como a conhecemos, isso foi apenas uma interpretação sensacionalista errônea, como comprovado.

 

Tudo bem, não vamos crucificar ninguém e nem mostrar o pau que matou a cobra, mesmo porquê, isso não vai mudar os fatos – o mundo não acabou, ponto final.

 

A ideia geral era que o mundo acabaria como o conhecemos, mas não fisicamente, e sim, mentalmente, espiritualmente, psicologicamente, emocionalmente e todos os “mentes” relacionados a isso. Temos que entender o que aconteceu realmente – aliás, cada um que descubra e acredite no que quiser, pois estou aqui apenas para fazer as pessoas pensarem sobre o próximo ano.

 

Já que estamos na virada de mais um ano e o “Fim do Mundo” aconteceu, acredito que possamos pensar melhor nessa virada em relação às outras.

 

O mundo está mudando, e isso acontece a olhos vistos – quer acredite nos Maias, quer não. Basta observarmos os bebês de hoje em dia. Compare a inteligência de um bebê de hoje, com um bebê da mesma idade há apenas uma geração atrás – é impressionante. Tudo acontece de uma maneira diferente nos dias de hoje, e isso independe de crenças, é unânime.

 

Que tal capricharmos nas promessas para o ano que vem?!?! Ou que tal não prometermos nada?!?! Podemos simplesmente fazer o melhor possível, sempre tendo em mente uma nova vida, uma nova maneira de construirmos nossas vidas, ou uma nova maneira de encaramos a nossa vida – por mais que ela seja a mesma desse ano que passou.

 

Por mais cético que seja, todos nós podemos tirar uma ótima conclusão sobre o tal “Fim do Mundo” – aliás, podemos sempre tirar ótimas conclusões e aprender muito com qualquer coisa que aconteça.

 

Então tire sua própria, a minha é que se tantos acreditaram em um fim do mundo físico, eu também posso acreditar em um fim do mundo espiritual, cujo marco signifique uma nova era de ideias baseadas mais em amor do que em dinheiro.

 

 

Daniel Ricardo Behnke.

 

out 4, 2012 - POESIAS    Sem Comentários

POESIA DOS VENCEDORES

POESIA DOS VENCEDORES 

 

 

Muito tento

Nem sempre venço

A vida é assim

Quem sempre vence

Muito se convence

 

Perder é bom

Nos faz pensar

Sem torturar

Com muita paz

 

Muitos colapsam

Sem nem ao menos cogitar

Como a aceitação

É espetacular

 

Paciência e sabedoria

Nossas armas nesse mundo

Nos levando sempre

Para o Eu mais profundo

 

Daniel Ricardo Behnke.

jul 25, 2012 - CRÔNICAS    Comentários desativados

A BANALIZAÇÃO DE NOSSA LÍNGUA

A BANALIZAÇÃO DE NOSSA LÍNGUA

Houveram muitas épocas em que a maioria das pessoas não tinha acesso à escrita, seja pelo sexo, cor ou classe social. Hoje muita coisa mudou e quase todos têm acesso – e isso é bom, certo? Não necessariamente.

Os sábios sempre dizem que não importa quanta informação vc tenha, o que importa é quanto dessa informação você transforma em conhecimento. E também não importa quanto conhecimento você tenha, o que importa é quanto desse conhecimento você coloca em prática.

O que quero dizer com isso é que hoje temos muito mais acesso à literatura e informações do mundo todo, mas não fazemos quase nada de útil com isso. Os adultos estão escrevendo muito mal, os adolescentes que estão com tudo “fresco” na memória por estarem na escola, escrevem pior ainda.

O brasileiro não sabe escrever e não sabe falar. “Assassinamos” nossa língua diariamente e nem ao menos nos importamos com isso.

A língua está se popularizando – ou seria banalizando?

Estamos acrescentando palavras no dicionário, mas não palavras novas, e sim, palavras que foram transformadas através da ignorância do povo, fazendo com que essas novas palavras nada mais sejam que a maneira errada de falar nossa língua.

Pouca gente fala corretamente, menos ainda escreve. Nesse contexto em que vivemos o escritor – que deveria ser apenas mais um trabalhador normal – acaba se tornando um herói, um exemplo, um semi – deus, simplesmente porque sabe fazer o que todos deveriam saber.

Quase todos temos acesso às letras, mas cada dia menos sabemos usufruir dessa liberdade conquistada através de milênios de luta.

No mundo de hoje – em qualquer área de atuação – o melhor é

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